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Cafeicultura

Dentre as várias espécies de cafeeiros, duas se destacam pela importância: a Coffea canephora, esta mais conhecida como Robusta. O café robusta adapta-se melhor as regiões quentes e úmidas e é mais resistente à ferrugem do cafeeiro.

No Brasil, sua produção é pequena, aparecendo sobretudo no Espírito Santo e Rondônia. O café arábica (Coffea arabica) tem seu habitat ideal em regiões de temperaturas entre 18º e 22ºC, com regime de chuvas bem distribuído. As mudas, obtidas através de sementes, são formadas no ambiente meio sombra dos viveiros e daí transportadas para o campo.

Diferentes técnicas de colheita são adotadas, dependendo das condições apresentadas pelas regiões produtoras. Nos lugares de chuvas intensas e constantes, principalmente na época da colheita, como na Colômbia, Costa Rica e El Salvador, é necessário colher-se um a um, apenas os frutos maduros, operação bastante onerosa e sofisticada, da qual resultam cafés mais finos e suaves.

Esse tipo de colheita pressupõe o preparo do café por via úmida. Inicialmente, os frutos maduros após a lavagem, são submetidos ao despolpamento. A operação seguinte é a degomagem, ou remoção da goma açucarada, procedendo-se depois à nova lavagem e secagem dos grãos, em terreiros ou máquinas secadoras.

No Brasil, a colheita, em geral, é feita pela derriça no chão, processo que consiste em deslizar a mão, quase semicerrada, até a ponta do ramo, deixando cair no solo previamente limpo, os frutos maduros ou não.

Juntam-se os frutos com o rastelo, formando-se pequenos montes para o abano.

 

 
 
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